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OpenWRT: Fazendo mágica com linux no roteador – Parte 1

Há um tempo atrás eu postei sobre o NAS que comprei e todas as facilidades que ele me proporcionou, mas o fato é que aquele modelo é meio fraquinho e não ter acesso direto ao sistema para customizar ou configurar é algo que me incomoda bastante.
Isso somado ao fato de precisar fazer uma rede meio maluca para um evento e eu estar reestruturando toda a rede da minha casa para suportar um servidor de media do Linux MCE (muitos posts por vir) me forçou a largar a preguiça e instalar o OpenWRT no meu roteador, se eu soubesse que aumentaria tanto o leque de possibilidades eu já teria feito antes. O OpenWRT é um software alternativo para o seu roteador que permite adicionar várias funções e melhorar a performance dele.Em primeiro lugar, para aqueles que já devem estar cheios de perguntas, uma noção básica da brincadeira.

 

Se você tem um roteador em casa você provavelmente já configurou ele, você acessou pelo navegador e definiu algumas coisas básicas como o nome da sua rede e a senha. O seu roteador tem uma série de funções que um HUB ou Switch (barato) não tem, como firewall, controle de tráfego, controle de endereços IP e outras coisas que quase ninguém usa, ele consegue cuidar de tudo isso porque na prática seu roteador é um computador, sim, um computador com memória processador e armazenamento, obviamente com placa de rede também. Hoje em dia todo eletrônico é um computador, sua TV, seu celular, o rádio de seu carro.
É óbvio que por ser tão pequeno, ser barato, consumir tão pouca energia e ter um papel tão simples como o de pegar um pacote de dados daqui e jogar para lá, esse computador é bem fraco, no meu caso eu uso vários roteadores mas vou pegar como cobaia o TP-Link TL-WR1043ND que tem um processador de 400MHz, 32MB de RAM e 8MB de armazenamento. Pode parecer pouco, mas esse é o hardware equivalente há um computador de 15 anos atrás ou um Smartphone básico de hoje.
Como qualquer computador ele tem um sistema operacional, normalmente no caso dos roteadores chamamos de Firmware mas esse termo não está completamente certo, um Firmware é um software normalmente pequeno e que não sofre constantes atualizações e que controla um dispositivo simples, como um controle remoto ou um drive de dvd. No caso do roteador e do seu celular estamos falando mesmo de um Sistema Operacional, mas como antigamente esses dispositivos eram realmente simples e evoluíram muito rápido continuamos usando o termo, isso não faz nenhuma diferença mas eu queria enfatizar que o Software do seu roteador não é tão diferente do que está sendo executado no seu computador nesse exato momento, e ele provavelmente é um Linux modificado.
Xbox Clássico rodando Linux

Xbox Clássico rodando Linux

O Linux é o sistema operacional livre mais popular do mundo e isso torna ele muito bom para essas coisas como roteadores e tvs, que precisam executar uma função muito especifica e muito bem (normalmente chamados de sistemas embarcados), porque ele pode ser modificado facilmente para atender a sua necessidade e é incrivelmente leve. Esse fato sozinho anula o mito de que o market share mundial do linux é 1% mas eu discutirei isso em outro post. Seu roteador provavelmente já roda um sistema Unix-Like como o Linux ou o BSD, então qual a vantagem de trocar o Software? O Sistema que está instalado hoje no seu roteador não te da acesso a diversas coisas como os arquivos internos, e isso é muito bom porque a maioria dos consumidores faria besteira se tivesse esse acesso, mas com isso você pode modificar o que quiser e, se tiver um conhecimento básico de programação, pode até escrever seus próprios programas para rodar no roteador.

 

Ainda não viu vantagem? então eu vou direto ao ponto: Você pode colocar o seu roteador para baixar os seus torrents 24h enquanto o seu computador está desligado…
Por que eu não disse antes não é mesmo? agora que você foi convencido vamos ao que interessa.

 

Eu ia explicar como configurar impressoras, scanners, servidor de mídia e outras coisas, mas o post ficou muito grande, então já estou providenciando uma continuação, por enquanto vou me limitar ao torrent, FTP e compartilhamento de rede.

 

Meu roteador suporta OpenWRT?

 

Não sei, veja se ele está na lista: http://wiki.openwrt.org/toh/start
TP-Link WR1043nd

TP-Link WR1043nd

Se você pretende trocar de roteador, independente de instalar o OpenWRT ou não, eu recomendo fortemente os da TP-Link, eu tive problemas com várias marcas e essa é uma que nunca me deu dor de cabeça, todos os meus roteadores, switches e hubs em uso são da TP-Link, eu realmente gosto da qualidade da marca e na minha opinião só perde para hardware da Cisco ou 3COM, mas ai estaríamos falando de coisa bem cara e para uso empresarial, para redes domesticas e pequenas empresas o melhor custo-beneficio é (na minha opnião) o TL-WR1043ND: Wireless B/G/N 300Mbps, Rede Gigabit e uma porta USB (muito útil) por cerca de 100 reais.
O software da TP-Link normalmente atende qualquer usuário comum, permite criar compartilhamento de arquivos a partir de um HD no USB, compartilhar a impressora e tudo que você precisa em termos de rede, se você vai instalar o OpenWRT de uma olhada na lista de hardware acima pois talvez você ache algum com processador e memória superiores e um preço convidativo, só não se esqueça da importância do USB (para ligar o HD externo), mas quase todos da TP-Link já possuem versões prontas do OpenWRT.

 

Instalando

 

A instalação do OpenWRT não tem grandes segredos na maioria das vezes, mas dependendo do modelo e versão do software você pode ter que instalar manualmente e configurar diversos pacotes, em versões antigas por exemplo eu tinha que instalar manualmente o WiFi, se tiver problemas de instalação procure o procedimento para o seu modelo especifico. Muito do que faremos não pode ser feito pela interface gráfica, então se você nunca usou linux eu recomendo que você pesquise um pouco e compreenda pelo menos os comandos cd e vi antes de prosseguir. Existem várias versões do OpenWRT mas a mais popular parece ser a Backfire, baixe a última versão para o seu roteador aqui: http://downloads.openwrt.org/backfire/ procure pela versão com factory no nome, as da tp-link estão em ar71xx/ , a minha por exemplo é o arquivo openwrt-ar71xx-tl-wr1043nd-v1-squashfs-factory.bin

 

ATENÇÃO!!! DRAGÕES A FRENTE!!!
normalmente é fácil reverter para o firmeware original, basta instalar a versão do fabricante, que normalmente você acha fácil no site do fabricante, mas dependendo da besteira que você fizer o processo para arrumar pode envolver desmontar e fazer hacks malucos de hardware, estou assumindo que você tem alguma noção de Linux para pelo menos não apagar o sistema, a chance de você fazer isso é baixa, mas vai que… alguém sempre consegue, melhor avisar… hehe.

 

Com o arquivo do OpenWRT em mãos acesse seu roteador e digite o usuário e senha, essa é a tela padrão do router que estou usando:

WR1043ND Firmware Default

Em System Tools / Firmware Upgrade escolha o arquivo do Firmware prossiga:

WR1043ND Firmware Update

Normalmente ele pedirá algum tipo de confirmação, aceite.

WR1043ND Firmware Update Confirm

O software será instalado e ele reiniciará.

WR1043ND Firmware Update Reboot

Apos o reboot o OpenWRT estará instalado e ao acessar o roteador a tela deverá ter mudado para essa interface:

OpenWRT

A primeira coisa que você deve fazer é criar uma senha para que seja possivel acessar o roteador por ssh e instalar o resto dos recursos.

OpenWRT

Nesse momento você deve ter acesso a uma interface administrativa similiar à que voce tinha no Firmware anterior, se desejar pare o tutorial agora e configure a sua rede, uma dica: o Wifi está desabilitado por padrão… você provavelemente vai precisar ativa-lo em Network / Wifi.

OpenWRT

Agora você deve ser capaz de acessar o roteador por SSH, se estiver no windows baixe o Putty, se utiliza Linux apenas digite “ssh root@ip”:

OpenWRT SSH

 

Aumentando o espaço em disco

 

Como você pode ver abaixo o roteador tem recursos muito limitados, principalmente em armazenamento que não aparece na imagem, apenas 8 MB, então será necessário estender o sistema para um HD externo, primeiro vamos preparar o HD.

OpenWRT

Você pode usar o sistema de arquivos que preferir, mas como normalmente precisamos conectar esse HD a uma maquina que rode windows, o único jeito é usar NTFS, você poderia usar a mesma partição NTFS para extensão do sistema, mas o desempenho fica horrível, então criaremos 3 partições no disco: uma SWAP para estender a memória, uma EXT4 para extensão o sistema de arquivos e uma NTFS para armazenamento, recomendo o uso do programa GParted para particionamento do disco, o meu ficou assim:

GParted

Eu recomendo 1GB para Swap, 1GB para o sistema e o resto para armazenamento, sabendo que isso ja é um exagero.

Se você não pretende retirar o HD do roteador nunca e só acessar os arquivos pela rede (Recomendado) use EXT4 para o armazenamento também, pois NTFS consome muito processamento.

depois de particionado o disco vamos instalar os módulos para o funcionamento do USB:

opkg update
opkg install kmod-usb-storage
opkg install block-mount
opkg install block-extroot
opkg install block-hotplug
opkg install ntfs-3g
opkg install kmod-fs-ext4<code>

se você pretende usar algum outro sistema de arquivos você vai precisar instalar ele, a lista completa dos sistemas de arquivo esta aqui http://wiki.openwrt.org/doc/howto/usb.storage

Plugue o HD e verifique se ele é reconhecido:

cd /dev
ls

Você deve ver os arquivos sda, sda1, sda2 e sda3, se não estiverem ai, algo esta errado.

Para quem não está acostumado com essa numeração, o linux reconhece os dispositivos no formato sdXY em que X é uma letra (normalmente a ou b) que indica o numero do disco, é Y um numero, contando a partir de 1, que representa a partição, por exemplo: sda1 = primeira partição do primeiro disco.

Devices

Agora vamos criar uma pasta para a partição de arquivos dentro de /mnt

cd /mnt
mkdir storage

Aqui ficarão todos os arquivos do torrent, agora vamos configurar as partições:

vi /etc/config/fstab

Abaixo como exemplo meu arquivo de configuração, verifique se o numero das partições (sdaX) é o mesmo que você utiliza.
config global automount
      option from_fstab 1
      option anon_mount 1

config global autoswap
      option from_fstab 1
      option anon_swap 0

config mount
      option device /dev/sda2
      option fstype ext4
      option options rw,sync
      option enabled 1
      option enabled_fsck 0
      option is_rootfs 1
      option target /errorinrootfs
config mount
      option target /mnt/storage
      option device /dev/sda3
      option fstype ntfs-3g
      option options rw,sync
      option enabled 1
      option enabled_fsck 0

config swap
      option device /dev/sda1
      option enabled 1

 

Repare que eu mudei todos os "option enable" para 1, o mount com a propriedade target é o que será montado para armazenamento e o com is_rootfs é o que estenderá o sistema,
mas essas partições ainda não estão prontas para serem usadas, primeiro precisamos copiar alguns arquivos para a de sistema.
mkdir /mnt/temp
mount -t ext4 /dev/sda2 /mnt/temp
tar -C /overlay -cvf - . | tar -C /mnt/temp -xf -
umount /mnt/temp
rmdir /mnt/temp
agora ative a montagem do hd durante o boot:
/etc/init.d/fstab enable 
e reinicie o roteador:

reboot

Se após o boot o fstab não estiver marcada como enable em "System / Startup" na interface web, o que aparentemente é comum, marque-o por ali:

uma coisa que você pode observar é que por algum motivo o fstab está com uma prioridade menor do que o USB, acredito que isso tem causado a instabilidade que alguns usuários comentaram comigo, e eu mesmo verifiquei problemas com o carregamento da memória swap, precisamos diminuir o valor em USB, altere a linha em /etc/init.d/usb de

START=39

para

START=15

por algum motivo depois disso os dois aparecem desabilitados, habilite-os:

ao reiniciar caso a pasta /errorinrootfs tenha aparecido isso indica um erro nas configurações, caso contrário deve estar funcionando, para verificar o espaço livre no seu roteador use o comando df que deve te mostrar algo parecido com isso:

Free Space

Para ver se a extensão da memória está funcionando digite:
free
o resultado deve ser esse:
Free

A unica coisa que não funcionou no meu roteador foi e led do USB na parte frontal, que até então eu nem sabia que ele tinha, como a configuração era muito complicada eu simplesmente ignorei isso e duvido que você sinta falta.

Para remover o HD pare todos os downloads e processos que usam o HD, mais para frente adicionaremos mais alguns, os processos podem ser parados pelo ssh ou pela interface web em "System/startup", se possível desligue o roteador antes de remover, para inseri-lo pode inserir ligado, mas a maior parte das coisas instaladas só funcionará após um reboot

 

Torrent

 

Agora que seu HD está plugado e funcionando você pode começar a instalar coisas mais interessantes, como o Transmission, um cliente de torrent que você administra pelo navegador.

Instale os pacotes necessários:

opkg update
opkg install transmission-cli
opkg install transmission-web

Crie a pasta para armazenar os arquivos e os temporários:

mkdir /mnt/storage/torrent /mnt/storage/torrent/complete /mnt/storage/torrent/incomplete /mnt/storage/torrent/config

E configure o transmission editando o arquivo config:

vi /etc/config/transmission

Altere as seguintes linhas:

option enabled 1
option config_dir '/mnt/storage/torrent/config'
option download_dir '/mnt/storage/torrent/complete'
option incomplete_dir '/mnt/storage/torrent/incomplete'
option incomplete_dir_enabled true
option ratio_limit 2.0000
option ratio_limit_enabled true
option rpc_authentication_required true
option rpc_password 'passwd'
option rpc_username 'user'

option rpc_whitelist_enabled false


Você provavelmente pretende acessar o programa do trabalho ou celular para adicionar novos arquivos, então abra a porta no arquivo de configuração do firewall:

vi /etc/config/firewall

Adiciona a seguinte regra:

#Allow Torrent Administration

config rule
option src               *
option proto            tcp
option dest_port     9091
option target           ACCEPT

habilite o transmission:

etc/init.d/transmission enable

e inicie ele:

/etc/init.d/transmission start

e reinicie o firewall para que as alterações tenham efeito:

/etc/init.d/firewall restart

Agora voce deve ser capaz de acessar ele pelo navegador digitando o ip do seu roteador e aporta 9091 (provavelmete http://192.168.1.1:9091):

Transmission

O Transmission é um ótimo programa de torrent e existem diversos programas para controla-lo remotamente, eu recomendo o .torrent to transmission para o Chrome e o Remote Transmission para o Android

.torrent to Transmission

Remote Transmission

O programa funciona muito bem, mas depois de brincar um pouco com vários arquivos baixando simultaneamente eu comecei a ter problemas de corrupção das partes do torrent:

 

Para evitar isso, vamos diminuir um pouco o uso da CPU, sempre que damos um "verify local data" ou algum comando assim no torrent vemos que o uso da CPU chega ao limite, com o comando top  vemos que o coitado está fazendo o possivel e a culpa é do torrent:

Você pode ver pelo segundo item na lista que o consumo para manter uma partição NTFS é a segunda coisa que mais consome processamento ai, então se não for usar o HD em outro maquina use EXT4 que você já ganha uma folga, mas só isso não resolve, infelizmente teremos que sacrificar um pouco o desempenho do torrent, é isso ou perder os arquivos, ou pior, comprometer o desempenho da rede.

No arquivo de configuração do transmission (/etc/config/transmission) eu alterei as linhas de:
option open_file_limit 32
option peer_limit_global 240
option peer_limit_per_torrent 60

Para:
option open_file_limit 16
option peer_limit_global 160
option peer_limit_per_torrent 40

Isso diminuiu muito o uso da CPU e continuo fazendo downloads com a mesma velocidade, aproximadamente 1 MB/s, depois disso meus arquivos pararam de corromper, se o seu modelo de roteador é diferente tente números compatíveis com o hardware dele, o processador do meu é de 400MHz, só para referencia.

Compartilhamento de Arquivos: SMB e FTP

 

Agora que você colocou o torrent para funcionar você precisa ter acesso ao HD para pegar os arquivos baixados sem precisar desconecta-lo do roteador, afinal seu computador e o roteador estão em rede, não faria muito sentido não transmitir esses dados pela rede.

*SMB é o protocolo de rede que o Windows usa, Samba é implementação open source desse protocolo que permite que maquinas windows e linux se falem.

Para o compartilhamento de rede funcionar direito a primeira coisa que você precisa fazer é abrir essas portas:

  • TCP 137 - NetBIOS Name Service
  • TCP 138 - NETBIOS Datagram Service
  • TCP 139 - NETBIOS Session Service
  • TCP 445 - Microsoft Directory Services

para isso adicione as seguintes regras no seu arquivo /etc/config/firewall

#SAMBA Network Share
config 'rule'
option 'src' 'lan'
option 'proto' 'udp'
option 'dest_port' '137-138'
option 'target' 'ACCEPT'
config 'rule'
option 'src' 'lan'
option 'proto' 'tcp'
option 'dest_port' '139'
option 'target' 'ACCEPT'
config 'rule'
option 'src' 'lan'
option 'proto' 'tcp'
option 'dest_port' '445'
option 'target' 'ACCEPT'

Agora instale os pacotes necessarios:

opkg update
opkg install samba3 luci-app-samba

e reinicie

reboot

Se o luci-app-samba instalou corretamente você pode configurar o compartilhamento pela interface gráfica:

Mas se preferir, como eu, o arquivo de configuração está em /etc/config/samba. Eu recomendo mudar o campo "Share home-directories" (ou "homes"  no arquivo de configuração) para 0, para evitar problemas, não gosto da ideia de usuários tendo acesso a pastas que não estão na partição de storage do HD.

No meu caso o arquivo de configuração ficou assim:

config 'samba'
option 'name' 'MainRouter'
option 'description' 'TL-WR1043ND'
option 'workgroup' 'Home'
option 'homes' '0'

config 'sambashare'
option 'read_only' 'no'
option 'create_mask' '0700'
option 'dir_mask' '0700'
option 'name' 'Storage'
option 'path' '/mnt/storage'
option 'guest_ok' 'yes'

o que visualmente resulta nisso:

depois de configurado inicie o processo e habilite seu inicio automático:

/etc/init.d/samba enable
/etc/init.d/samba start

Depois disso a pasta estará visível na rede como se o reteador fosse um outra maquina com compartilhamento habilitado:

 

Agora vamos configurar o FTP para você poder acessar os arquivos do trabalho, ou de qualquer outro lugar, diferente do SMB o FTP estará protegido por senha, então a ideia aqui é para apenas você utilizar, por isso eu utilizarei o usuário root mesmo, se você precisar criar outros usuários com permissões diferentes de uma olhada na documentação nesse link: http://wiki.openwrt.org/doc/uci/pure-ftpd

Primeiro instale o servidor FTP:

opkg update
opkg install pure-ftpd

(aparentemente existem outros servidores ftp, mas esse me pareceu o mais simples e rapido de configurar)

O arquivo de configuração, como você ja deve imaginar, está em /etc/config/pure-ftpd e a unica linha que voce precisa alterar é essa:

option enabled '1'

para que o enable fique '1', dependendo da empresa que fornece a sua conexão a porta 21 estará bloqueada (meu caso com a virtua), você pode mudar a porta na primeira linha do arquivo para um que esteja liberada.

depois disso basta habilita-lo e iniciar o processo:

/etc/init.d/pure-ftpd enable
/etc/init.d/pure-ftpd start

já está funcionando, o problema é que quando você se conectar ou ftp estará na pasta home do seu usuário, ou seja, a pasta /root, uma solução rápida e simples para isso é criar um link simbólico dentro da pasta para a pasta de storage:

ln -s /mnt/storage/ /root/storage

você até poderia entrar a pasta na mão no programa de ftp que preferir, mas esse link realmente ajuda bastante.

Acessando Remotamente

Agora que configuramos todos os serviços vamos abrir as portas do firewall e configurar portas alternativas para os programas que algumas empresas de internet bloqueiam:

Web Admin / Luci:

no arquivo /etc/config/uhttpd altere a linha

list listen_http 0.0.0.0:80

trocando o 80 pela porta que preferir.

FTP:

em /etc/config/pure-ftpd altere:

option port '21'

Para uma porta livre.

Torrent

em /etc/config/transmission aletere

option rpc_port 9091

para a porta que preferir.

SSH

O ssh pode ser configurado pela interface gráfica (System/Administration), que inclusive permite habilitar para LAN (rede local), WAN (internet) ou ambos:

Firewall

Nós já abrimos uma porta no firewall durante a configuração do torrent e samba, o processo é basicamente o mesmo, basta criar um regra como o modelo abaixo para cada porta que você quiser abrir no arquivo /etc/config/firewall:

 

config rule
option src               *
option proto            tcp
option dest_port        PORTA_QUE_DESEJA_ABRIR
option target           ACCEPT

DNS Dinâmico

Como seu IP frequentemente, o ideal é usar um gerenciador de dns dinâmico, como o No-IP ou o DynDNS para não precisar saber o ip, no lugar disso usar um endereço fácil de lembrar, a primeira coisa que você precisa é se cadastrar em um gerenciador suportado pelo OpenWRT, ou seja um desses:

Agora instale o pacote luci-app-ddns e reinicie o roteador:

opkg update
opkg install luci-app-ddns
reboot

Depois de instalado acesse a interface web e configure os dados fornecidos pelo sistema de dns dinâmico em que você cadastrou, essa parte deve ser auto explicativa:

Pronto! Tudo instalado e configurado, na próxima parte explicarei como instalar um impressora de rede e Scanner no roteador e alguns truques com scripts na pasta de torrents, até lá.

Fazendo o upgrade do Yamaha PSR-550 para USB

Yamah PSR-550 com USB

Yamaha PSR-550 modificado para USB

Alguns meses atrás eu estava passeando pelos anúncios de teclados no mercado livre e encontrei um dispositivo bem interessante, um emulador de disquetes, sim disquetes! pode parecer meio estranho mas eles ainda existem, principalmente para quem possui algum teclado antigo em casa, meu caso.

Emulador de Disquete

Emulador de Disquete

Eu já estava cansado de manter um drive de 3.5” em um i7 apenas para copiar arquivos entre o teclado e o computador ou usar um drive de disquete USB, embora um pouco ultrapassado o Yamaha PSR-550 continua sendo um ótimo arranjador e eu uso ele diariamente para gravar/anotar algumas coisas que escrevo. Sem o drive de disquete a única maneira de ver o que está gravado seria por uma conexão midi com o computador e isso envolve cabos, softwares e muito mais trabalho do que tirar o disco de um e colocar no outro, os teclados mais modernos usam um pendrive ou sd card, e ter essa opção no meu querido Yamaha me deixou realmente empolgado a não ser pelo preço do drive que gira em torno de 250 reais no mercado livre, por sorte o mesmo drive custa 9,90 dólares no ebay, pois é.

Outro problema muito irritante dessa tecnologia ultrapassada é o acumulo de partículas magnéticas na cabeça de leitura do drive, as vezes o teclado para de ler o disco e você tem que limpar a cabeça de leitura, aqueles disquetes de pano feitos pra isso ajudam mas não resolvem o problema e as vezes desmontar e limpar (ou trocar o drive) acaba sendo a única opção, é realmente muito comum, se você utiliza o tempo todo, retirar uma mídia perfeita da unidade e ao inserir novamente se deparar com a seguinte mensagem.

Depois de um bom tempo (obvio que veio da china), com o drive em mãos chegou a hora de instalar, eu ja tive que desmontar esse teclado então já sabia os truques mas é nítido que a yamaha não focou na facilidade de manutenção ao projetar o case, em primeiro lugar você vai precisar de uma chave comprida e fina, minha primeira opção sempre é a elétrica, mas nesse caso ela não alcança o parafuso como você vê na foto.

O pior é que para ter acesso ao drive você tem que desmontar tudo, pois ele fica em baixo da placa principal (Brilhante né?)

Depois de trocar o drive você vai precisar dedicar um pendrive para esse uso pois ele precisa ser formatado por um programa especial que cria diversas partições nele, as partições podem ser acessadas no teclado trocando o numero do mostrador por botões na parte da frente e simulam vários disquetes, para ler o pendrive no computador é preciso usar o programa para definir qual partição será reconhecida pelo computador, mas não tem muito segredo, a única observação que eu faço sobre usar um pendrive no teclado é que você deve comprar um pequeno, caso contrário ele vai te atrapalhar para tocar.

acompanhe abaixo as fotos do processo:

Roland Ax-Synth Review

Eu deveria estar postando a continuação do tutorial de HTML, e espero fazer isso logo, mas nos últimos meses eu entrei em uma maratona de trabalhos e provas da faculdade, os acessos inclusive despencaram, e durante esses meses aconteceram certas coisas que são assunto para uma dúzia de posts, como por exemplo eu adquirir um Roland Ax-Synth, um sintetizador sensacional sobre o qual eu gostaria de falar um pouco.

Fiz um vídeo rápido sobre o Ax-Synth e pra quem não viu aqui está:

Eu gostei do vídeo, apesar de ter atropelado umas notas e não ter tido tempo de falar metade do que eu queria.

Para quem gosta de specs seguem as dele:

Keyboard 49 Keys (with velocity)
Sound Generator
Maximum Polyphony 128 voices
Tones 256 Tones + 8 Special Tones (including SuperNATURAL)
Controllers D-Beam, Ribbon Touch, Modulation Bar, Volume Knob Controller, Aftertouch Knob Controller, Portamento On/Off, Hold button On/Off, Bender Mode: Normal/Catch+Last
Connectors Output Jacks: 2 x 1/4′ inch phone type (L/MONO, R), Headphones (Stereo 1/4′ inch phone type), Foot Pedal, USB connector (USB MIDI), MIDI connector (IN/OUT), AC Adaptor
Others
Battery 8 x Ni-MH rechargeable Batteries
Display (3 x 7) segment LED
Accessories Owner’s Manual, Shoulder strap, AC Adaptor (PSB-1U)
Size and Weight ( excluding batteries )
Width
1,142 mm 45 inches
Depth
266 mm 10-1/2 inches
Height
87 mm 3-7/16 inches
Weight
3.9 kg 8 lbs. 10 oz.

Os timbres do equipamento realmente me agradaram, a quantidade de recursos de expressão permite tirar um som muito realista do Ax-Synth. uma das coisas que eu deixei de falar no vídeo foi sobre o Ax-09, também conhecido como Roland Lucina.

Roland Lucina Ax-09

Roland Lucina Ax-09

O Ax-09 é outro membro da família Ax, no vídeo cito o Ax-01 e Ax-07 que são apenas controladores midi. O Ax-09, assim como o Ax-Synth, possui um sintetizador embutido, na verdade é como se o Ax-09 fosse uma versão compacta do Ax-Synth, quase comprei o Lucina mas após muita pesquisa decidi que o teclado certo para mim era o Ax-Synth e vou explicar o porquê.

Controles de Expressão do Ax-Synth (Polegar)

Controles de Expressão do Ax-Synth (Polegar)

Enquanto o Ax-Synth se mostra pronto para o palco o Ax-09 parece ser perfeito para uso em estúdio e uso amador. A diferença mais impressionante está no preço, no Brasil o preço de qualquer instrumento é um absurdo, mas nos Estados Unidos onde temos o menor preço o Ax-09 custa apenas 400 dólares, já o Ax-Synth custa cerca de 1200 dólares.

Mas o que falta no Ax-09 para o preço ser tão menor? duas coisas muito importantes: uma oitava e parte dos controles de expressão.

Os dois hardwares são muito parecidos, um tem alguns timbres a mais que o outro mas nada muito significativo, quando digo que o Ax-09 seja melhor para se usar em estúdio não significa que não seja um bom equipamento para se usar ao vivo, afinal é um sintetizador profissional da Roland, mas a menos que os recursos que citarei a seguir não te façam falta, não espere correr pelos palcos sem nenhum cabo.

Controles de Expressão do Ax-Synth

Controles de Expressão do Ax-Synth

O Ax-Synth apresenta controles de polegar ausentes no Ax-09, são eles: Hold (sustain), Bender Mode, Portamento, Volume e After Touch. Alem do polegar os controles de oitava não estão tão acessíveis, embora ambos possam ser usados como teclados convencionais, o Ax-09 parece enfatizar isso mais do que o Ax-Synth pela posição dos controles, uma das coisas que achei muito estranho no Ax-09 é a posição dos botões de timbres abaixo das teclas ao invés de acima como no outro. o Ax-09 supera a falta desses controles pela possibilidade de usar um pedal de expressão, o que eu não consegui fazer no Ax-Synth pois a menos que ele tenha alguma opção muito escondida o pedal só funciona como sustain, isso limita um pouco a sua mobilidade em um palco.

Uma coisa que me deixou um pouco preocupado em relação ao Lucina é que o Ribbon (sensor do bend) esta cercado pelo plástico da carcaça, deixando pouco espaço para a mãos do tecladista, isso parece atrapalhar um pouco na hora de fazer aquele solo empolgante que quase estoura a corda.

Era de se esperar que algumas novidades surgissem no Ax-09, afinal foi lançado depois, uma coisa que realmente faz um pouco de falta para praticar as musicas é o recurso presente apenas no Lucina de tocar musicas a partir de um pendrive, por esse motivo ele usa uma porta USB padrão A, já o Ax-Synth usa uma porta USB padrão B o que anula a possibilidade de um dia suportar esse recurso por update de software.

Falando de software a serie conta com a possibilidade de editar os timbres por USB, recurso que eu ainda não tive tempo de testar, nem o software pois comprei o meu fora da caixa, mas a internet garante que da pra passar horas brincando de entortar ondas.

Software de edição de timbres do Ax-Synth

Software de edição de timbres do Ax-Synth

Suporte Roland ST-AX

Suporte Roland ST-AX

Uma coisa que observei ao usa-lo como modulo e controlador midi é que ele não conversou muito bem com meu teclado Yamaha, provavelmente por diferença no padrão (ou falta de) para a troca dos timbres. Quando uso dois teclados Yamaha conectados posso trocar o timbre tanto no modulo quanto no controlador, mas com Roland/Yamaha ao trocar no controlador o som desaparece, aparentemente ele tenta usar um timbre que não existe, pode ser o fato do Yamaha ter uns 8 anos, mas esta com mais cara dos padrões das marcas não se falarem 

Uma coisa que está sendo um verdadeiro desafio é encontrar os acessórios do Ax-Synth no Brasil, cheguei a encomendar o suporte St-Ax para ele em mais de uma loja, mas é extremamente difícil achar em estoque, o case fabricado pela SKB eu desisti de tentar achar em território nacional.

Case SKB para Roland Ax-Synth

Case SKB para Roland Ax-Synth

 

Ambos estão disponíveis em branco e preto, na minha opinião o Ax-Synth ficou mais legal branco e o Ax-09 ficou mais bonito preto.

Positivo Alfa: Tips, Tricks, Hacks & Bricks

Positivo Alfa com outro firmware

"In a World without Walls and Fences, who need Windows and Gates? - Think different. -Think Linux."

pdficonJa vou começar o post me desculpando pela qualidade das fotos, é madrugada de natal (24 para 25) e eu só tenho a câmera do celular em mãos…

Não comprei o meu Alfa nesse natal, comprei assim que lançou, na primeira semana de vendas exclusivas da livraria cultura que esgotou todo o estoque, por esse motivo meu dispositivo é da primeira geração, ou seja, sem Wifi. Estou enrolando para postar isso por motivos que você compreenderá abaixo.

O Alfa é a tentativa da Positivo de concorrer com o Kindle e o iPad, e sinceramente eu acredito que não fica muito atrás na disputa.

Positivo Alfa

Positivo Alfa, como é vendido no Brasil

O objetivo do aparelho não é ser um iPad como aconteceu com o leitor da Barnes & Noble, e sim ser um Kindle. Enquanto o Ipad é um brinquedo gigante com acelerometros, touch, cores, internet, câmera etc., o Kindle é um livro que recentemente ganhou internet para você poder comprar os livros direto nele.

A grande diferença nas duas categorias de gadgets, os “tablets” e os “ebooks” (discordo das duas denominações) é a tela. O iPad com sua tela colorida e vibrante tem iluminação própria que consome bateria e cansa a vista, já o Kindle com sua tela de ePaper, ou eInk, não cansa a vista e consome bateria apenas para mudar a imagem e não para mante-la, ou seja, um livro pode ficar na tela por tempo indeterminado se não mudarem a pagina.

Andei procurando um eBook de ePaper para comprar, vi o Nook, o COOL-ER, o Sony Reader, e outros, mas nenhum para venda imediata ou que valesse a pena em relação ao Kindle, até que no começo do semestre passado eu fui até a cultura onde compro meus livros para a faculdade, e me deparei com o Positivo Alfa em estoque, resultado: passei o cartão e fiquei brincando com ele a semana toda.

Amazon Kindle 3

Amazon Kindle 3, vendido pela amazon

A primeira impressão foi incrível, como geek eu discordei de vários reviews (de gente que não soube usar)  e achei o aparelho ótimo, em comparação ao Kindle ele é menor mas tem a tela do mesmo tamanho, isso porque o Kindle possui um teclado físico enquanto o Alfa é touch screen, a desculpa da Amazon para não colocar touch no Kindle é que ele refletiria mais do que o normal, eu digo que impressão em alguns papeis usados nos livros importados refletem  mais do que a tela do Alfa. Confesso que fiquei com um pé atrás pela reputação da marca, afinal computadores populares não fazem nem um pouco o meu perfil.

O processador não é dos mais rápidos, se você estiver vendo um pdf de imagem (pesado), a pagina demora um pouco para virar, mas nada absurdo, dentro do que se espera de um dispositivo cuja bateria aguenta 10000 paginas viradas.

ePaper vs LCD

ePaper vs LCD

O aparelho também suporta mais formatos e tem garantia e suporte nacional, o que deveria ser um ponto a favor, mas no caso da Positivo sinceramente foi um ponto contra. Na segunda semana de uso o aparelho apresentou problemas e eu precisei da garantia… que sufoco!

A Saga

Apareceram manchas na tela do dispositivo, como ePaper é algo que eu não tenho experiência de reparo nenhuma, nem ouso chutar a causa do problema, mas as manchas aparecem e sumiram até acontecer isso (juro que não sentei na tela, estava guardado):

Problema na tela

Ao entrar em contato com a positivo fui tranquilizado com a informação que a garantia cobriria o problema e era só ir até uma assistência, a atendente me passou então o endereço da central mais próxima, não tão próxima assim, e ou me dirigi até la. chegando no local fiquei surpreso pois parecia uma daquelas lojas da santa Ifigênia que recarregam cartuchos.

Mostrei o aparelho para o técnico que não sabia que existia esse tipo de gadget, esse me disse que apenas em outra assistência, bem mais longe, o problema seria resolvido, fui até la e encontrei o lugar fechado.

Com a agenda da semana super corrida pedi para minha mãe levar o aparelho na assistência, ela retornou com ele pois a assistência só arrumaria o aparelho com ordem direta da positivo. Entrei em contato com a positivo que me informou que qualquer assistência é OBRIGADA a resolver o problema e que o protocolo da ligação serviria como protocolo de pedido de reparo. Liguei para a assistência o conversei com eles para esclarecer a situação, enviei um email formalizando tudo e retornamos com o protocolo ao local que recebeu o produto sem problemas, passando o prazo de 15 dias úteis para o reparo, deixei avisado que já havia feito backup e eles podiam fazer o que fosse preciso com o Alfa.

5 dias sem noticias depois achei melhor entrar em contato para saber o andamento, então a criatura me diz que aguardavam meu contato para saber se era preciso fazer backup pois eles não estavam capacitados a reparar o aparelho e a positivo ira trocar ele por completo, nesse ponto o leitor já deve estar percebendo a minha raiva.

Alguns dias depois recebi um telefonema da assistência informando que o aparelho estava pronto para ser retirado, retirei e não tive mais problemas. Meu pai, que nunca havia utilizado o aparelho fez a retirada, ele teve que testar na hora pois ninguém no local sabia ligar o aparelho.

a gente tenta confiar nos produtos nacionais mas depois dessa tive que concordar com meus amigos:


O Firmware original

Quando vemos que o Positivo Alfa possui um plug P2 e um botão de volume logo deduzimos que é possível ouvir musica enquanto lemos ou ouvir um áudio livro como no Kindle, puro engano meu caro, a Positivo manteve seu foco em adicionar o dicionário Aurélio e esqueceu de implementar o software para o hardware incluso.

Outro ponto que chamou minha atenção logo de cara foi o botão para abrir um browser, presente no teclado virtual, que nunca funcionou.

Os marcadores e notas também sumiam aleatoriamente e sem explicação.

Fiquei na esperança de que um update viria e habilitaria pelo menos o áudio.

Eis o tão aguardado update, publicado no site oficial em forma de um .exe, o que me deixou com cara de interrogação (o Alfa roda Linux e tem um comando de update no menu),  aplicando o update NADA MUDA, apenas alguns bugs foram corrigidos.

A solução

4FFF N618

4FFF N618, como é vendido na china pela fabricante

Nessa semana após comprar um eBook técnico sensacional por apenas US$8,00 comecei a pesquisar sobre o Alfa e descobri que ele não é brasileiro coisa nenhuma, o hardware é produzido na china e a mesma empresa vende para várias positivos da vida, que põe o logo e fazem o firmware, no caso da Positivo é uma versão antiga com o dicionário Aurélio, em outros países a coisa está muito mais avançada, como é o caso da Espanha, que possui esse firmware maravilhoso, o melhor é que o firmware funciona nos aparelhos “nacionais”, sem medo de perder o Aurélio, afinal é minha língua nativa e  já tem alguns anos desde o ultimo livro que eu li em português, eu instalei o firmware e fiquei impressionado!

As vantagens são muitas, esse foi provavelmente o melhor update que eu vi desde que a Microsoft decidiu mexer na Dashboard do Xbox:

  • Suporte a novos formatos de eBook
  • Player de arquivos MP3
  • Suporte a arquivos de imagem
  • Browser para arquivos htm
  • Gerenciador de arquivos
  • Suporte a vários idiomas (exceto português)
  • Dicionários Inglês e Espanhol
  • Indicador de nível detalhado da bateria
  • Gerenciamento de arquivos por USB (Mass Storage)
  • Vários Bugs corrigidos

Recomendo para quem quiser atualizar, e ainda ensino:

  1. Desenferruje o portunhol e baixe o firmware aqui: http://www.nvsbl.es/foros/
  2. Descompacte o arquivo no cartão
  3. Clique em atualizar nas configurações avançadas
  4. Tome um café

se quiser reverter baixe o update no site da positivo

Observações:

Fiquei muito surpreso em saber que alem do fone o Positivo Alfa possui um autofalante interno, o som até que é alto para algo que não tem uma saída evidente.

O browser me confirmou uma teoria que eu tinha sobre a versão do aparelho com wifi: você paga a mais por algo que não da para usar… o coitado é muito lento para qualquer site se tornar navegável… isso é um livro não um PDA

Fique ouvindo musica e sua bateria vai embora rapidamente

Fica a galeria de fotos abaixo para você tirar suas conclusões

Existem vários outros firmwares, a mais legal mesmo é o chinês que da até para desenhar na tela, mas esta em chinês…
O Alfa Blog fez essa lista muito bacana com todas as versões que eles encontraram.

Depois que eu aprendi a atualizar e tinha os arquivos do firmware na mão fiquei tentado a customizar o firmware:

custom firmware

No final as coisas começaram a não funcionar e ou reverti pro software europeu, isso me deu saudade do tempo que eu ficava o dia todo no Hacking & Development instalando Linux nos dispositivos da Palm, mas isso fica para um outro post ;)

Arrumando o Mega Drive

SEGA

(post antigo que só estou postando agora, só para não ficar muito tempo sem postar nada)

RingIconManutenção tem sido uma coisa frequente nos últimos dias, efeito das férias, ja estou até querendo construir um robô, mas isso é outra história.

Testando a placaCom o antigo Xbox 360 queimado e o novo no caminho sobram apenas os consoles antigos e computadores, minha irmã e o namorado dela decidiram que queriam jogar mega drive, o problema é que nenhum dos consoles da sega que tenho em casa queria ligar, eu e o Helton (namorado dá minha irmã) decidimos desmonta-los e descobrir o que estava errado.

Um deles a gente conseguiu salvar, o outro foi pro lixo. O mega drive 3 que minha irmã comprou a menos de um ano na santa efigenia estava com um problema no botão e na preguiça de comprar outro botão fizemos uma ligação direta nele.

O outro, o mega drive 2 que eu passei a minha infância jogando, aparentemente estava com um problema no chip gráfico e não compensava tentar arrumar, é mais fácil comprar outro no centro por 70 reais.

Mega Drive Portable TecToyHoje em dia existem emuladores de mega drive pra qualquer celular e video game, eu jogo no Xbox 360, demorei para acostumar com os analogicos sem sensibilidade nenhuma. Mesmo assim a tectoy apostou em versões portateis do aparelho, eu até compraria uma se não custasse mais de R$ 200,00 tinha que custar uns R$ 100,00 no maximo.

Fotos completas do reparo abaixo:

Arrumando a tela do notebook HP Pavillion Tx2510us Tablet

Como assim? não funciona?

Como assim? não funciona?

 

lampHá alguns anos comprei o notebook Tx2510us que serviu como uma luva para a minha necessidade, tem um processador razoável, uma placa de vídeo boa e rodando um Linux o bicho voa. Alem do hardware convencional que se espera de um notebook, que na época era o top da linha, esse brinquedinho possui algumas coisas interessantes: um controle remoto, dois microfones, leitor biométrico, duas saídas de fone(ja precisou mostrar algo para alguém em um auditório e teve que dividir o fone?) e o principal: a tela rotatória de touch screen resistivo da série Tx2000 (não confundir com a tela multi touch capacitiva da recente série T2x2000) com uma tablet wacom e sensor de pressão embutidos (leigos: ???, Nerds: oohhh)

HP Tx2510us

HP Tx2510us

Ok, tablet PCs não são novidade, já usei um rodando win 95, hoje todas as marcas tem o seu, mas há 3 anos atrás não, ainda mais com essa qualidade. Não vou dizer que pc é perfeito tem vários problemas, como a bateria e a temperatura que chega a 70°C fácil, sem falar no vídeo ser ATI, mas eu adoro essa maquina.

Para que fala tequiniques seguem as specs: http://h10025.www1.hp.com/ewfrf/wc/document?docname=c01471025&cc=us&dlc=en&lc=en

O problema

Um belo dia a tela começou a piscar esporadicamente, no início pensei que fosse problema no flat(que nesse pc não é flat), ou seja o “cabo de vídeo”, mas logo preparei que o problema acontecia com ele parado.

A tela continuou piscando por cerca de 5 meses, as apagadas foram ficando cada vez mais frequentes até finalmente apagar de vez.

Dead Screen

O diagnóstico

Esse e um problema comum em notebooks, nesse caso a tela apaga mas continua com imagem, e diferente do caso de não ter imagem nenhuma mesmo usando um monitor auxiliar, no meu caso somente a iluminação foi afetada.

Existem 3 causas possíveis:

1. Lâmpada

A lâmpada do LCD é extremamente frágil e como toda lâmpada ela queima, mas isso é muito difícil de acontecer, em algumas telas existem duas ou mais lâmpadas, nesse caso eh fácil identificar o problema pois apenas metade da tela apaga.

2. FL Inverter

FL Inverter

FL Inverter

Fazendo uma analogia  às lâmpadas domésticas o FL Inverter é o “reator” dá lâmpada do notebook, só que ele tem a incrível função de transformar 5v dá placa em 1300 que a lâmpada precisa, essa é a causa mais comum do problema pois esse circuito queima.

3. alimentação

O cabo que alimenta o inverter pode romper, mas em muitos computadores esse cabo alimenta a tampa toda (leds, câmera, áudio etc.) e tudo apaga, outra problema que acontece é a placa ser danificada (cortes nas trilhas, capacitores estufados, transístores queimados), isso normalmente é impossível difícil de arrumar, se estiver com a tela apagada reze para não ser isso.

O reparo:

Antes de reparar eu mesmo fiz o orçamento do reparo numa assistência, foi então que descobri que a HP não troca peças, apenas a tela toda, mandei para um lugar especializado e ouvi a mesma coisa, só que a troca dá tela fica em 1500 reais oficialmente e no mercado livre a tela toda está 400/500 reais :?

Como sempre a pior parte foi desmontar.

Removida a tampa tive fácil acesso ao Inverter não parecia haver nada errado com ele.

ATENÇÃO: antes que algum gênio pense em usar o multímetro, lembre que os inverters fazem a magica de transformar 5v da placa mãe em algo na casa dos 1300v que a lâmpada usa, ou seja, eles operam muito acima do que a maioria dos multímetros aguentar.

Muitas vezes o inverter não queima, apenas perde potência e como nesse tipo de lâmpada o controle de brilho e uma alteração mínima de potência, se o inverter não estiver 100% a lâmpada não acende. Alguns inverters tem um potenciometro para ajustar a potência e uma MINÚSCULA alteração pode ressuscitar a tela, não era o meu caso.

Comprei outro inverter e não resolveu, o problema não era esse, então decidi olhar a lâmpada para ver se apresentava sinal do problema e para poder comprar outra igual, foi nesse momento que eu descobri por que a HP não troca a lâmpada, apenas a tela inteira, a lâmpada está num lugar de impossível difícil acesso, e vale mais a pena trocar a tela.

Fio soltoQuando consegui acessar a lâmpada o problema ficou claro, o cabo havia se partido na base da lâmpada, haviam queimaduras típicas de eletricidade nos componentes ao redor, indicando uma descarga, possivelmente um curto, que não entendi como pode ter acontecido.

Para soldagens impossíveis difíceis, sempre peço a ajuda do meu pai, afinal a mão de um cirurgião que passa o dia usando um bisturi é muito mais firme que de um programador que não usa nem caneta.

Soldamos o fio e a lâmpada acendeu normalmente, montei tudo como era e o computador está funcionando perfeitamente, inclusive com touch e tablet calibrados ;)

Fotos completas na galeria abaixo:

Hackeando um Xbox 360

Xbox Hack

Fio azul ou fio vermelho?

xboxiconEstava limpando um de meus HDs e encontrei algumas fotos do dia em que eu e o meu amigo Rafael decidimos destravar o Xbox dele, aproveitando que configurei esse ótimo plugin de galerias de imagem para wordpress (Next Gen Galery) decidi postar aqui.

Não vou entrar em detalhes sobre como fazer o que fizemos, se quiser procure no Google que você encontra fácil, vou me limitar a uma explicação superficial.
Antes de tudo, devo dizer que hoje em dia o destravamento não vale a pena, você acaba abrindo mão de tantos recursos online E OFFLINE , que eu não recomendo destravar. Já tive um console destravado e quando ele deu 1RL E73 (Erro característico desta plataforma) não pude mandar para a M$, acabei tendo que comprar outro e hoje só tenho jogos originais, comprados na Ásia pela internet por cerca de 40 reais ou baixados oficialmente pelo console por cerca de 20 reais.

Abrindo o dvdO destravamento do Xbox 360 nada mais é do que a atualização do firmware do drive de DVD, depois de atualizado ele passa a ler qualquer coisa e o desafio é gravar os jogos, mas isso é outra historia.

Na tentativa de impedir esse processo a Microsoft trocou de fabricante e modelo varias vezes, por um tempo realmente foi difícil destravar. Na maioria dos drives é só plugar o drive na porta SATA do PC e rodar um software que faz tudo, não sei como se faz hoje, mas quando fizemos isso o drive LiteOn ainda era chamado de ”UnHackable” e o Xbox do Rafael tinha acabado de sair com o LiteOn, que possui alguns obstáculos.

Nosso primeiro desafio foi abrir o Xbox sem as ferramentas feitas pra isso, pensamos que tínhamos que puxar os pinos nas travas traseiras para o lado e isso foi uma guerra, recentemente eu tive que abrir o meu pra arrumar a placa de rede e descobri que era só apertar (burro é fogo).
Cuicuito de debug do driverO segundo desafio foi mais demorado, para destravar o LiteOn era necessário descobrir o numero de serie que não estava impresso em lugar nenhum, para isso foi preciso construir um circuito capaz de transmitir os sinais digitais necessários para a placa do drive num ponto exato em que devia haver um conector usado durante o desenvolvimento do dispositivo.

Esse circuito não tem nada de misterioso, existem varias variações dele usadas para automação industrial e outras coisas do tipo, como o software que tínhamos usava uma porta serial (pois é, ainda existem algumas em uso) tivemos que fazer algumas adaptações por que não achamos alguns componentes.
Arranquei uma protoboard de um “laboratório de eletrônica” que eu tinha pela metade em casa para montarmos o protótipo.

Depois de testado construir a versão definitiva do circuito foi divertido, mas acabamos não destravando esse dia por que não tinhamos um conector RJ11 femea para colocar no drive e soldar os cabos diretamente no drive não pareceu uma coisa muito sensata, ainda mais com contatos tão próximos como era o caso, acabamos deixando pra depois e o meu amigo acabou destravando no centro.

No final acho que o console dele acabou dando 3RL depois de um ano, como quase todos os Xbox360 dessa leva e acho que o console foi para o lixo, mas o circuito que eu construí está perdido em alguma gaveta em casa.

[UPDATE]: Segundo o Rafael o console dele continua funcionando 100%

Dispositivo na versão finalFotos completas desse dia na galeria abaixo:

O trabalho que uma solda pode te dar, arrumando o teclado.

Arrumando o teclado

"Deus nos ajude, estamos nas mãos de engenheiros!" - Jurassic Park

 

KeysHá alguns anos meu cachorro entrou em meu quarto e derrubou meus teclados, desde então um deles vem apresentando problemas na porta MIDI (Musical Instrument Digital Interface), onde havia um cabo que foi arrancado no tombo, os cabos MIDI funcionavam apenas em uma exata posição, deduzi que o problema deveria ser uma solda quebrada e com o problema se tornando cada vez pior decidi abrir o teclado e reparar o problema, começou ai a aventura.

TeclasPedi ajuda ao meu pai pois imaginei que alguma mola ou mecanismo poderia pular, e afinal desmontar algo de 9Kg sozinho não é nada fácil, não tive problemas com molas mas fiquei impressionado com a quantidade de partes móveis que o teclado possui, muitos cabos e conectores de todos os tipos tornaram o teclado Yamaha PSR-550 uma das coisas mais complicadas que já desmontei, superando o dia que abri o Xbox 360 sem as chaves certas.

Como eu temia a solda não quebrou, arrancou da placa a superfície de cobre onde estava presa, como as placas elétricas são cobertas por uma camada de verniz para evitar curtos não se pode soldar em qualquer ponto da placa, é necessário desgastar a área de solda, por sorte havia outro componente preso ao mesmo contato e esse processo não foi necessário graças a uma engenhosa gambiarra alternativa. Duas pontes de safena (Bypass) depois o teclado estava funcionando como novo, qualquer assistência teria cobrado algo em torno de 400 reais pelo serviço.
Bypass

Fotos completas na galeria abaixo:

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